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21 de abril de 2010

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Como garantir um emprego de desenvolvedor

Post rápido e ligeiro com uma lista de atributos que certamente vão garantir a sua vaga como desenvolvedor em qualquer empresa que valha a pena trabalhar.

Cada atributo tem um dos graus de importância abaixo (do mais importante para o menos importante):

  1. Vital – característica mais do que essencial para vagas de desenvolvedor ou para qualquer outro tipo de posição.
  2. Essencial – característica imprescindível para um desenvolvedor.
  3. Importante – característica importante mas não imprescindível. Pode-se contratar um desenvolvedor que não tenha essa característica desde que haja um compromisso do mesmo em desenvolvê-la.
  4. “Plus” – não faz muita diferença mas pode ser uma característica que pode desempatar (a favor de quem a tem) numa disputa entre dois ou mais candidatos.
  5. Desnecessária – não faz diferença alguma.
  6. Condenável – característica que pode depor contra a sua candidatura.

O que está escrito aqui é a minha visão sobre o assunto. Algumas empresas contratantes podem divergir no grau de importância de cada atributo. Outras, por questões legais, podem exigir determinada característica listada como

  • Comunicação (vital) – comunicação escrita e verbal, capacidade de argumentação e de expressar idéias e conceitos.
  • Prazer em programar (vital) – você programa nas horas vagas? Não? Então desista. Corra atrás de trabalhar com aquilo que você faz nas horas vagas. Todos ficarão gratos.
  • Prazer por aprender coisas novas (vital) – Veja… eu disse “prazer por” e não “interesse em”.
  • Inglês para leitura (vital) – não dá mais tempo de esperar por traduções de documentação.
  • Programação (essencial) – tem que saber teoria e prática. Conhecer algoritmos, estruturas de dados, conceitos de OO, paradigmas de programação, teoria da computação, matemática, …
  • Familizarização rápida com ferramentas (essencial) – você é capaz de corrigir um bug numa aplicação escrita numa linguagem que você não conhece em quanto tempo? Consegue produzir código numa linguagem nova em menos de uma semana?
  • Inglês para escrita (essencial) – grande parte dos softwares, bibliotecas e sistemas que usamos hoje são desenvolvidos por estrangeiros. Freqüentemente precisamos trocar um e-mail com esses desenvolvedores.
  • Conhecer bem ao menos uma linguagem (essencial) – essa linguagem varia de acordo com o que você deseja desenvolver, mas ela tem que ser uma espécie de ‘segundo idioma’ seu. No meu caso essa linguagem é Python, mas poderia ser outra.
  • Inglês conversação (importante) – grande parte dos lugares bacanas pra se trabalhar, hoje, são estrangeiros, tem filiais fora do país ou estão contratando estrangeiros pros seus times. Poder conversar com eles é importante.
  • Ter familiaridade com ‘linguagens chave’ (importante) – algumas linguagens de programação estão presentes em tantos lugares que não é mais possível desconhecê-las: assembly de pelo menos 1 plataforma, C, Shell Script, linguagem funcional (fico devendo essa :D), linguagem OO (Java, Smalltalk, Python, Ruby, …).
  • Participação em projetos FLOSS (importante) – universo perfeito para exercitar, experimentar, participar, desenvolver, aperfeiçoar, … todas as características listadas aqui. Alguns lugares onde trabalhei sequer pedia curriculums para contratar um desenvolvedor e usavam só a participação dos mesmos em projetos FLOSS
  • Formação acadêmica (plus) – desde que seja numa boa faculdade (USP, Unesp, UNICAMP, UF*, UTF*, PUC*, …) podem indicar que os alunos aprenderam alguns fundamentos importantes de programação. O convívio social dos alunos para estudo, execução de projetos e trabalhos também acrescenta.
  • Certificações (desnecessária) – empresas que pedem ou avaliam certificações não podem ser empresas onde valha a pena trabalhar. Empresas que usam certificações são aquelas que são incapazes de avaliar corretamente os candidatos e ‘terceirizam’ essa tarefa para as entidades certificadoras. Uma empresa incapaz de avaliar um candidato não pode ser capaz de lhe dar boas condições de trabalho.
  • “Corporacionismo” (condenável) – profissionais que falam “frases que agregam valor e aumentam a sinergia do time junior de colaboradores” ou que acham fundamental a existência de uma regulamentação no mercado de trabalho de TI geralmente são aqueles que não querem ou não conseguem se destacar como desenvolvedor por conta própria e precisa de uma ‘mãozinha’ do governo pra isso.

Esse artigo descreve algumas características que um desenvolvedor deve ter para conseguir um emprego. Mas se o desenvolvedor quiser empreender e montar o seu próprio negócio, ele precisa das mesmas características? Sim, mas com graus de importância diferentes. Além desses atributos são necessários alguns outros que tentarei abordar em outro artigo.

A Triveos é especializada no desenvolvimento de aplicações Web e utiliza Python e Django em grande parte de seus projetos. Tendo como base esse know-how no uso de Python e Django criamos o Curso de Desenvolvimento Web com Python e Django nas modalidades in-company e online.
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  • http://vidanerd.com Fernando Cezar

    De todos os itens, só fique devendo participação em projetos FLOSS. E aí, a Triveos tá contratando? :P

  • http://vidanerd.com Fernando Cezar

    De todos os itens, só fique devendo participação em projetos FLOSS. E aí, a Triveos tá contratando? :P

  • Pingback: uberVU - social comments

  • http://blog.dteruel.com.br Mingo Max

    Gostei muito do seu texto, e acho que reflete bem o que devemos levar em consideração na hora de contratar alguém ou na hora de sermos contratados por alguém.
    Só não concordo muito com a parte de certificações, achei que vocẽ foi um pouco radical e generalistas sobre a importância das certificações. Mas de todo fundo você não está errado.

    Abraços.

  • http://blog.dteruel.com.br Mingo Max

    Gostei muito do seu texto, e acho que reflete bem o que devemos levar em consideração na hora de contratar alguém ou na hora de sermos contratados por alguém.
    Só não concordo muito com a parte de certificações, achei que vocẽ foi um pouco radical e generalistas sobre a importância das certificações. Mas de todo fundo você não está errado.

    Abraços.

  • http://www.pythonologia.org/ Osvaldo Santana

    Oi Mingo,

    Eu não acho que peguei pesado não. Por 2 motivos:

    1. Primeiro eu não digo que certificações são ‘condenáveis’. Digo apenas que elas são desnecessárias.
    2. Eu começo o artigo com o seguinte trecho: “…vão garantir a sua vaga como desenvolvedor em qualquer empresa que *valha a pena* trabalhar”, e depois eu digo que uma empresa que é incapaz de avaliar um candidato por conta própria (e terceiriza essa tarefa para as certificadoras) não é uma empresa que *valha a pena* trabalhar.

  • http://www.pythonologia.org/ Osvaldo Santana

    Oi Mingo,

    Eu não acho que peguei pesado não. Por 2 motivos:

    1. Primeiro eu não digo que certificações são ‘condenáveis’. Digo apenas que elas são desnecessárias.
    2. Eu começo o artigo com o seguinte trecho: “…vão garantir a sua vaga como desenvolvedor em qualquer empresa que *valha a pena* trabalhar”, e depois eu digo que uma empresa que é incapaz de avaliar um candidato por conta própria (e terceiriza essa tarefa para as certificadoras) não é uma empresa que *valha a pena* trabalhar.

  • http://www.pythonologia.org/ Osvaldo Santana

    Oi Fernando,

    A gente tem muito trabalho aqui na Triveos mas ainda não temos condições para contratar alguém.

    Isso significa que você ainda tem tempo de escolher um bom projeto FLOSS para contribuir e ficar fera pra quando a gente tiver vagas abertas :)

  • http://www.pythonologia.org/ Osvaldo Santana

    Oi Fernando,

    A gente tem muito trabalho aqui na Triveos mas ainda não temos condições para contratar alguém.

    Isso significa que você ainda tem tempo de escolher um bom projeto FLOSS para contribuir e ficar fera pra quando a gente tiver vagas abertas :)

  • Anderson

    Este tipo de característica se baseia em quem não faz sexo, não namora, não tem vida social, na boa nada ver está parte do texto (sei que é sua opinião), tenho muito prazer em programar, mas nas horas vagas, mas nem que a vaca me tussa programo.

  • Anderson

    Este tipo de característica se baseia em quem não faz sexo, não namora, não tem vida social, na boa nada ver está parte do texto (sei que é sua opinião), tenho muito prazer em programar, mas nas horas vagas, mas nem que a vaca me tussa programo.

  • Anderson

    faltou está parte. Prazer em programar (vital) – você programa nas horas vagas? Não? Então desista. Corra atrás de trabalhar com aquilo que você faz nas horas vagas. Todos ficarão gratos.

  • Anderson

    faltou está parte. Prazer em programar (vital) – você programa nas horas vagas? Não? Então desista. Corra atrás de trabalhar com aquilo que você faz nas horas vagas. Todos ficarão gratos.

  • Anderson

    Otímo post!

  • Anderson

    Otímo post!

  • http://www.pythonologia.org/ Osvaldo Santana

    Faço sexo, namoro, sou casado, tenho vida social, trabalho e, nas horas vagas, programo. Porque adoro programar.

    Conheço muitas pessoas que fazem isso. Muitas mesmo.

    Quem tem prazer em desenvolver software não é necessariamente um nerd/geek. E nerds/geeks, faz tempo, não são mais aqueles caras que não fazem sexo.

    Falta de tempo para se fazer o que te dá prazer é sintoma de que suas prioridades estão mal definidas. Ou, de verdade, você não sente tanto prazer por desenvolver software. Nesse caso, faça como disse: esqueça e vá atrás de fazer o que te dá prazer de verdade.

  • http://www.pythonologia.org/ Osvaldo Santana

    Faço sexo, namoro, sou casado, tenho vida social, trabalho e, nas horas vagas, programo. Porque adoro programar.

    Conheço muitas pessoas que fazem isso. Muitas mesmo.

    Quem tem prazer em desenvolver software não é necessariamente um nerd/geek. E nerds/geeks, faz tempo, não são mais aqueles caras que não fazem sexo.

    Falta de tempo para se fazer o que te dá prazer é sintoma de que suas prioridades estão mal definidas. Ou, de verdade, você não sente tanto prazer por desenvolver software. Nesse caso, faça como disse: esqueça e vá atrás de fazer o que te dá prazer de verdade.

  • http://www.igrow.com.br Gabriel Novaes

    Ótimo artigo. Recomendarei

    Me identifiquei com várias características e me surpreendi quanto ao item Certificações, porém a conclusão do mesmo foi perfeita.

    Abraço.

    Gabriel Novaes (@onovaes)
    Analista SEO.

  • http://www.igrow.com.br Gabriel Novaes

    Ótimo artigo. Recomendarei

    Me identifiquei com várias características e me surpreendi quanto ao item Certificações, porém a conclusão do mesmo foi perfeita.

    Abraço.

    Gabriel Novaes (@onovaes)
    Analista SEO.

  • Fábio

    Discordo de alguns itens, que na minha opinião seriam:

    - Comunicação (essencial)

    Comunicação é vital para jornalistas. Quantos programadores excelentes são tímidos? Com certeza é importante, mas não chega a ser vital pra um programador. Talvez para um analista de sistemas.

    - Ter familiaridade com ‘linguagens chave’(desejável)

    São poucos hoje em dia os que precisam saber Assembly ou C. Esse tipo de linguagem só é usada em cenários bem específicos.

    - Participação em projetos FLOSS(desejável)

    Isso pra mim não é tão importante, assim como não é tão importante assim ter um blog. O que conta mesmo é o verdadeiro interesse da pessoa em aprender e não “supostamente” contribuir com algum projeto de software livre ou escrever um blog. Pra mim isso trata-se mais de marketing pessoal do que de técnica. Não estou dizendo que isso é ruim, afinal todo mundo precisa aparecer.

    - Formação acadêmica(importante)

    Convenhamos, pode não ser fundamental ser formado para ser um bom programador, mas o conhecimento de base que uma universidade dá é muito grande e dificilmente o cara vai parar pra estudar 5 anos de teoria se não for na faculdade(mesmo não levando muito “a sério”). Sejamos francos.

    Certificações(importante)

    Certificações são importantes sim pois levam o cara pelo menos a estudar. Muito se fala se certificação avalia alguma coisa, mas para um cara bom mesmo não há problema em passar num exame desses. Claro que tem certificações e certificações. Para umas basta decorar um mock, outrassão baseadas em cenários e não tem como o cara decorar antes. Depende da prova, o que de forma alguma invalida o modelo de certificação.

  • Fábio

    Discordo de alguns itens, que na minha opinião seriam:

    - Comunicação (essencial)

    Comunicação é vital para jornalistas. Quantos programadores excelentes são tímidos? Com certeza é importante, mas não chega a ser vital pra um programador. Talvez para um analista de sistemas.

    - Ter familiaridade com ‘linguagens chave’(desejável)

    São poucos hoje em dia os que precisam saber Assembly ou C. Esse tipo de linguagem só é usada em cenários bem específicos.

    - Participação em projetos FLOSS(desejável)

    Isso pra mim não é tão importante, assim como não é tão importante assim ter um blog. O que conta mesmo é o verdadeiro interesse da pessoa em aprender e não “supostamente” contribuir com algum projeto de software livre ou escrever um blog. Pra mim isso trata-se mais de marketing pessoal do que de técnica. Não estou dizendo que isso é ruim, afinal todo mundo precisa aparecer.

    - Formação acadêmica(importante)

    Convenhamos, pode não ser fundamental ser formado para ser um bom programador, mas o conhecimento de base que uma universidade dá é muito grande e dificilmente o cara vai parar pra estudar 5 anos de teoria se não for na faculdade(mesmo não levando muito “a sério”). Sejamos francos.

    Certificações(importante)

    Certificações são importantes sim pois levam o cara pelo menos a estudar. Muito se fala se certificação avalia alguma coisa, mas para um cara bom mesmo não há problema em passar num exame desses. Claro que tem certificações e certificações. Para umas basta decorar um mock, outrassão baseadas em cenários e não tem como o cara decorar antes. Depende da prova, o que de forma alguma invalida o modelo de certificação.

  • http://www.pythonologia.org/ Osvaldo Santana

    Oi Fábio,

    Um programador precisa ter comunicação sim. Programar é comunicar. Você não precisa ser ‘descolado’ mas precisa expressar corretamente seu raciocínio e conseguir escrever e-mails sem erros crassos de português. Isso é comunicação.

    Trabalhei com muita gente tímida que se comunicava muito bem por e-mail, IRC, etc.

    De fato são poucos os lugares que pedem conhecimento em Assembly/C mas conhecer essas linguagens aumenta a compreensão sobre o funcionamento do hardware fazendo com que as escolhas de um desenvolvedor sejam muito melhores. Em Java, por exemplo, se você precisa de uma estrutura de dados do tipo “Array” para resolver um problema específico, qual das 4 ou 5 alternativas você escolhe? Qual dessas implementações aloca memória na stack e qual aloca no heap? Como essa alocação é feita? Ela é mais eficiente para acrescentar items ou para acessá-los?

    Sabendo C/Assembly (+algoritmos e estrutura de dados) você compreende como que cada uma dessas implementações funciona e qual delas vai te atender melhor.

    Por isso que coloquei como ‘desejável’. Não é essencial mas ‘melhora’ o programador.

    Assim como outras linguagens chave que implementam outros paradigmas de desenvolvimento.

    Quanto à participação em projetos FLOSS (ou ter um blog)…

    Existe um livro chamado Outliers que descreve a teoria das 10.000 horas. Ele diz que qualquer um pode se tornar um ‘outlier’ (fodão?) em qualquer coisa desde que se dedique com afinco àquela coisa por cerca de 10.000 horas. Se você não curte muito os livros deste autor você pode ler, também, o artigo “Teach Yourself Programming in Ten Years” do Peter Norvig (diretor de pesquisas do Google e autor de livros clássicos de IA).

    Contribuir com projetos FLOSS te dá uma oportunidade única, barata (quase gratuita) e livre de cobranças justamente para você poder praticar e se tornar um programador melhor.

    Num projeto FLOSS você exercita aspectos técnicos, aspectos de comunicação, aspectos de trabalho em equipe, etc.

    Sobre faculdades: sejamos francos *de verdade*. Diz aí quais faculdades ensinam programação funcional (lisp, scheme, …)? Quais ensinam análise algorítmica? Quais ensinam linguagem de máquina?

    Eu disse que *programação* é essencial. A teoria é essencial. Conhecimento de paradigmas de desenvolvimento é essencial. Mas um diploma ou certificado não é.

    Eu estudei toda essa teoria e não sou formado. Conheço muitos outros desenvolvedores na mesma situação.

    Formação acadêmica é só um ‘plus’. É só ver quanta gente formada que não sabe programar.

    Baseado no que você disse eu pude perceber que você valoriza muito chancelas (diplomas e certificados). Tem muita gente assim. Muito departamento de RH assim.

    Pessoas que valorizam chancelas são aquelas que são incapazes de avaliar o conhecimento dos outros por conta própria e pedem ajuda para terceiros fazerem isso.

    Empresas onde vale a pena trabalhar como programador são aquelas que tem capacidade de te avaliar e reconhecer o teu valor por conta própria. São eles que, no fim das contas, vão te pagar. Não vai ser a faculdade ou a entidade certificadora.

    Aqui na minha empresa eu sei avaliar as pessoas. Eu sei identificar um bom programador sem ter o curriculum dele nas minhas mãos. Ele ser bom no que faz é o que importa pra mim. Não me importa se o MEC diz que ele é graduado na USP ou na Unicamp.

    Quando consegui trabalho na Conectiva (Mandriva) e no INdT (Instituto Nokia de Tecnologia) nunca me pediram certificado nenhum. Mas viram ‘por aí’ que eu era um cara que atendia às expectativas deles. Eles souberam avaliar as minhas capacidades e reconhecer o meu valor por conta própria. E tenho certeza que eu superei as expectativas em ambos os casos. Mesmo sem diploma e sem certificação.

  • http://www.pythonologia.org/ Osvaldo Santana

    Oi Fábio,

    Um programador precisa ter comunicação sim. Programar é comunicar. Você não precisa ser ‘descolado’ mas precisa expressar corretamente seu raciocínio e conseguir escrever e-mails sem erros crassos de português. Isso é comunicação.

    Trabalhei com muita gente tímida que se comunicava muito bem por e-mail, IRC, etc.

    De fato são poucos os lugares que pedem conhecimento em Assembly/C mas conhecer essas linguagens aumenta a compreensão sobre o funcionamento do hardware fazendo com que as escolhas de um desenvolvedor sejam muito melhores. Em Java, por exemplo, se você precisa de uma estrutura de dados do tipo “Array” para resolver um problema específico, qual das 4 ou 5 alternativas você escolhe? Qual dessas implementações aloca memória na stack e qual aloca no heap? Como essa alocação é feita? Ela é mais eficiente para acrescentar items ou para acessá-los?

    Sabendo C/Assembly (+algoritmos e estrutura de dados) você compreende como que cada uma dessas implementações funciona e qual delas vai te atender melhor.

    Por isso que coloquei como ‘desejável’. Não é essencial mas ‘melhora’ o programador.

    Assim como outras linguagens chave que implementam outros paradigmas de desenvolvimento.

    Quanto à participação em projetos FLOSS (ou ter um blog)…

    Existe um livro chamado Outliers que descreve a teoria das 10.000 horas. Ele diz que qualquer um pode se tornar um ‘outlier’ (fodão?) em qualquer coisa desde que se dedique com afinco àquela coisa por cerca de 10.000 horas. Se você não curte muito os livros deste autor você pode ler, também, o artigo “Teach Yourself Programming in Ten Years” do Peter Norvig (diretor de pesquisas do Google e autor de livros clássicos de IA).

    Contribuir com projetos FLOSS te dá uma oportunidade única, barata (quase gratuita) e livre de cobranças justamente para você poder praticar e se tornar um programador melhor.

    Num projeto FLOSS você exercita aspectos técnicos, aspectos de comunicação, aspectos de trabalho em equipe, etc.

    Sobre faculdades: sejamos francos *de verdade*. Diz aí quais faculdades ensinam programação funcional (lisp, scheme, …)? Quais ensinam análise algorítmica? Quais ensinam linguagem de máquina?

    Eu disse que *programação* é essencial. A teoria é essencial. Conhecimento de paradigmas de desenvolvimento é essencial. Mas um diploma ou certificado não é.

    Eu estudei toda essa teoria e não sou formado. Conheço muitos outros desenvolvedores na mesma situação.

    Formação acadêmica é só um ‘plus’. É só ver quanta gente formada que não sabe programar.

    Baseado no que você disse eu pude perceber que você valoriza muito chancelas (diplomas e certificados). Tem muita gente assim. Muito departamento de RH assim.

    Pessoas que valorizam chancelas são aquelas que são incapazes de avaliar o conhecimento dos outros por conta própria e pedem ajuda para terceiros fazerem isso.

    Empresas onde vale a pena trabalhar como programador são aquelas que tem capacidade de te avaliar e reconhecer o teu valor por conta própria. São eles que, no fim das contas, vão te pagar. Não vai ser a faculdade ou a entidade certificadora.

    Aqui na minha empresa eu sei avaliar as pessoas. Eu sei identificar um bom programador sem ter o curriculum dele nas minhas mãos. Ele ser bom no que faz é o que importa pra mim. Não me importa se o MEC diz que ele é graduado na USP ou na Unicamp.

    Quando consegui trabalho na Conectiva (Mandriva) e no INdT (Instituto Nokia de Tecnologia) nunca me pediram certificado nenhum. Mas viram ‘por aí’ que eu era um cara que atendia às expectativas deles. Eles souberam avaliar as minhas capacidades e reconhecer o meu valor por conta própria. E tenho certeza que eu superei as expectativas em ambos os casos. Mesmo sem diploma e sem certificação.

  • Fábio

    Quanto a faculdade, como mencionei antes eu acredito plenamente que uma pessoa não precisa ser formada pra programar. E também acredito que o fato de ser formado não vai te tornar um bom programador. O que quis dizer é que são pouquíssimos os auto-didatas que vão dedicar 5 anos da sua vida a estudar a gama de assuntos dada na faculdade. Você citou conhecimento de base. Qual o lugar que te provê o ambiente mais favorável para adquirir esse conhecimento?
    Você citou lisp e scheme e em comprei um livro de scheme por conta da faculdade. Citou análise de algoritmos e eu estudei na faculdade. Citou programação em assembly e eu programei em assembly por conta da faculdade. E muitas outras coisas. Não estou dizendo que sou proficiente nisso tudo nem que sou melhor do que ninguém por conta disso. A questão é que foi um aprofundamento teórico forçado e que provavelmente eu não passaria por conta própria.

    Quanto a certificação, como eu disse antes, há provas e provas. A certificação de arquiteto da Microsoft por exemplo, é muito interessante. Você é avaliado por uma banca examinadora, formada por pessoas que já tiraram essa certificação. Além disso, a prova vai além do conhecimento técnico e avalia questões comportamentais como capacidade de liderança. E por incrível que pareça eles citam Java mas não mencionam .Net. Dizer que essa prova não demonstra nada é difícil.
    Há programadores ruins certificados? Com certeza. Isso impede os bons programadores de se certificar? Não. Pra mim uma prova como essa te dá um norte e te leva a se aprofundar nos detalhes da linguagem. Claro que tem aqueles caras que passam um mês decorando Mock Exams e passam com score alto. Eu não tenho nada a ver com isso.

  • Fábio

    Quanto a faculdade, como mencionei antes eu acredito plenamente que uma pessoa não precisa ser formada pra programar. E também acredito que o fato de ser formado não vai te tornar um bom programador. O que quis dizer é que são pouquíssimos os auto-didatas que vão dedicar 5 anos da sua vida a estudar a gama de assuntos dada na faculdade. Você citou conhecimento de base. Qual o lugar que te provê o ambiente mais favorável para adquirir esse conhecimento?
    Você citou lisp e scheme e em comprei um livro de scheme por conta da faculdade. Citou análise de algoritmos e eu estudei na faculdade. Citou programação em assembly e eu programei em assembly por conta da faculdade. E muitas outras coisas. Não estou dizendo que sou proficiente nisso tudo nem que sou melhor do que ninguém por conta disso. A questão é que foi um aprofundamento teórico forçado e que provavelmente eu não passaria por conta própria.

    Quanto a certificação, como eu disse antes, há provas e provas. A certificação de arquiteto da Microsoft por exemplo, é muito interessante. Você é avaliado por uma banca examinadora, formada por pessoas que já tiraram essa certificação. Além disso, a prova vai além do conhecimento técnico e avalia questões comportamentais como capacidade de liderança. E por incrível que pareça eles citam Java mas não mencionam .Net. Dizer que essa prova não demonstra nada é difícil.
    Há programadores ruins certificados? Com certeza. Isso impede os bons programadores de se certificar? Não. Pra mim uma prova como essa te dá um norte e te leva a se aprofundar nos detalhes da linguagem. Claro que tem aqueles caras que passam um mês decorando Mock Exams e passam com score alto. Eu não tenho nada a ver com isso.

  • juniorsa

    Eu me identifiquei bastante com o q vc disse sobre Certificações e Corporacionismo. Eu tive algumas experiencias em grandes empresas (graças a deus como terceiro). que infelizmente ceifaram grande parte do amor que eu tinha pela área de programação. essas experiências fizeram eu REPUDIAR as palavras “Programador”, “Analista”, “Gerente de Projeto”. Para mim, na pratica, estes são papéis atuados por bons “ARTISTAS”. Hoje, depois de juntar os cacos que sobraram desse “Atropelamento” corporativo, eu não chamo mais o que eu faço de “Desenvolvimento de Software”, mas sim de CRIAÇÃO de Software, apesar de usar as ferramentas de desenvolvimento como exatamente o que elas são – FERRAMENTAS – eu acredito que as ultimas preocupações que todas as pessoas que fizeram realmente a diferença na nossa área foram: Diplomas, Certificações, Dialética, Formalismo… Na verdade eu acredito que foram a essência dessas coisas, que seria: Ao invés de Diploma, eles queriam Conhecimento; Ao invés de Certificações, eles queriam experiências; Ao invés de dialética e formalismo, eles queriam mais qualidade de comunicação.

    ps. Vi aqui que você trabalhou no Prevayler??????? Com o Leandrão Paulista q ta com o KIDUX agora???? … Se for o mundo é realmente pequeno…

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  • Anônimo

    Pirei jogando Ninja Gaiden II com um amigo que tinha um Bit System na época. Era só NGII o tempo todo, muito bom. Fiquei meio frustrado quando joguei o III, nem dei muita bola. Para mim, o II é um dos melhores jogos de todos os tempos.online jogos

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